Quanto Custa um Poço Artesiano de 100 Metros? Preço 2026 e Quando Vale a Pena

Poços Artesianos · 10 de outubro de 2026 · Equipe Técnica Aqua Liber

Quanto Custa um Poço Artesiano de 100 Metros? Preço 2026 e Quando Vale a Pena

Resumo: em faixas didáticas de mercado para o Sudeste em 2026, um poço artesiano de 100 metros fica entre R$ 35 mil e R$ 85 mil sem a bomba: cerca de R$ 35–50 mil em rocha cristalina, R$ 40–65 mil em terreno misto e R$ 55–85 mil em terreno sedimentar. Os 100 metros não compram água sozinhos — o que decide é o que eles atravessam.

"Quanto custa um poço artesiano de 100 metros" é uma das buscas mais comuns de quem já passou da fase do poço raso: a propriedade precisa de mais água, o vizinho foi fundo, o perfurador sugeriu "100 metros para garantir". Este guia mostra a ordem de grandeza do investimento, o que muda por terreno e por que, em muitos casos, a pergunta certa não é "quanto custa", e sim "precisa mesmo ir a 100 metros?".

Última atualização: 10 de outubro de 2026 — Equipe Técnica Aqua Liber (equipe com 15+ anos de experiência, laudos com ART-CREA).

Resumo técnico

  • 100 m sem bomba (Sudeste 2026, didático): cristalino R$ 35–50 mil · misto R$ 40–65 mil · sedimentar R$ 55–85 mil.
  • A régua é a mesma do poço de 150 m — poço pronto dividido pela profundidade —, por isso as faixas conversam com as de 150 m (R$ 52–127,5 mil) e de 60 m (R$ 21–51 mil).
  • No cristalino, o metro é mais caro e o poço sai mais barato; no sedimentar, o metro é barato e o tubo encarece o total.
  • Profundidade não garante água: em 1.006 poços no cristalino da bacia do rio Jundiaí (SP), poços da mesma profundidade tiveram produtividades muito diferentes, e os mais produtivos se concentraram abaixo de 150 metros.
  • A bomba é escolhida pela vazão de operação e pela perda de carga (altura manométrica + perdas do sistema). O teste de vazão informa a capacidade produtiva do poço.

Quanto custa um poço artesiano de 100 metros?

Resposta direta: em faixas didáticas de mercado para o Sudeste em 2026, entre R$ 35 mil e R$ 85 mil sem a bomba. No cristalino, o total fica perto do piso (R$ 35–50 mil); no sedimentar, perto do teto (R$ 55–85 mil), porque a coluna inteira precisa de tubo, filtro e pré-filtro.

Terreno (poço de 100 m, 6")Poço pronto ÷ profundidadeTotal didático sem bomba
Cristalino maciço (granito, gnaisse)R$ 350–500/mR$ 35–50 mil
Misto (sedimento sobre rocha)R$ 400–650/mR$ 40–65 mil
Sedimentar (arenito, areia)R$ 550–850/mR$ 55–85 mil

Nota: faixas didáticas de mercado 2025–2026, sem preço fechado de nenhuma empresa, obtidas com a mesma régua de R$/m de poço pronto usada para 150 m no Sudeste. A inversão que quase nenhuma proposta explica: no cristalino, a rocha sustenta a parede do furo e dispensa tubo no trecho em rocha — o metro é mais caro (martelo pneumático), mas o total é menor. No sedimentar, o metro é barato, mas revestimento, filtro e pré-filtro em toda a coluna viram o maior item do orçamento. Mobilização, teste de vazão, análise e bomba entram nos dois casos; o teste de bombeamento de cerca de 24 horas, sozinho, fica na faixa de R$ 6–18 mil.

20, 50, 60, 100 ou 150 metros: como a conta cresce

ProfundidadeFaixa didática sem bomba
20 m (tubular raso)R$ 10–28 mil
50 mR$ 18–45 mil
60 mR$ 21–51 mil
100 mR$ 35–85 mil
150 m (Sudeste 2026)R$ 52–127,5 mil

Nota: a conta não é linear. Itens como mobilização, análise e parte do teste custam quase o mesmo em qualquer profundidade; o que escala é perfuração e revestimento — e o metro de perfuração encarece à medida que o poço aprofunda. A composição item a item das profundidades menores está nos guias de poço de 20 metros e de poço semi-artesiano de 50 metros; a de 150 m, na tabela de custos do poço artesiano em 2026.

O que 100 metros alcançam no cristalino

Resposta direta: no cristalino, os primeiros metros são solo e rocha alterada; abaixo, a água só existe nas fraturas da rocha. Com 100 metros, o poço atravessa bastante rocha sã — mas as fraturas produtivas tendem a ficar na parte mais rasa dela. Mais metros aumentam o custo; não aumentam, sozinhos, a chance de água.

Corte geológico de um poço de 100 metros em rocha cristalina: tubo curto no solo e na rocha alterada, fraturas com água logo abaixo, na parte de cima da rocha, e rocha maciça e seca na parte funda (imagem ilustrativa)

O maior estudo brasileiro sobre o tema analisou 1.006 poços tubulares no cristalino da bacia do rio Jundiaí (SP), com dados do DAEE, do Serviço Geológico e de uma perfuradora. Os autores encontraram tendência de queda da produtividade com a profundidade, mas com correlação baixa — e um alerta que vale para qualquer orçamento: poços com profundidades idênticas, como 200, 250 e 300 metros, tiveram capacidades específicas muito distintas, porque "a profundidade do poço é definida por questões contratuais, pelas necessidades do usuário e pela maior lucratividade da obra". Os valores mais altos de capacidade específica se concentraram em poços com menos de 150 metros (Neves & Morales, XIV Congresso Brasileiro de Águas Subterrâneas, 2003, acesso 2026-09-28).

O Serviço Geológico dos EUA registrou o mesmo padrão em rocha cristalina fraturada da Carolina do Norte: num inventário de mais de 7.500 poços, "em geral, a vazão do poço aumentou com a profundidade até cerca de 200 pés [61 metros] e depois começou a diminuir" (USGS SIR 2022-5041, acesso 2026-09-27). Na prática da Aqua Liber, em cristalino raramente compensa ir além de 120 a 180 metros: as fraturas rareiam e o custo por m³/h de água sobe muito.

O que 100 metros alcançam no sedimentar

Resposta direta: no sedimentar, a água está nos poros da areia e do arenito, e 100 metros podem captar boa parte — ou só o topo — do aquífero, conforme a região. Em alguns lugares, 100 metros já passam da espessura útil; em outros, a camada produtiva está centenas de metros mais funda.

Dois exemplos paulistas mostram a variação. Na bacia do rio São José dos Dourados, no noroeste do estado, a espessura saturada média do Aquífero Bauru é da ordem de 75 metros, e o Guarani fica entre 800 e 1.100 metros de profundidade — fora do alcance de qualquer poço de 100 metros (Vedoato et al., I Congresso Internacional de Meio Ambiente Subterrâneo, acesso 2026-09-28). Já no Sistema Aquífero São Paulo, que abastece parte da Região Metropolitana, a espessura saturada varia de 100 a 250 metros (Bulia & Enzweiler, 2019, acesso 2026-09-27) — ali, 100 metros captam só uma parte do pacote.

A vazão também varia por região: no Aquífero Bauru, a capacidade específica média é de 0,57 m³/h/m, e as maiores vazões exploráveis, de 40 a 80 m³/h, ficam na porção oeste do sistema, perto do Rio Paraná e do Pontal do Paranapanema (Prates et al., ABRH, 2013, com base em DAEE/IG/IPT/CPRM; acesso 2026-09-28). Não é a regra para qualquer poço de 100 metros no aquífero.

A bomba de um poço de 100 metros

Resposta direta: a bomba não é dimensionada pela profundidade do furo, e sim pela altura manométrica — o nível dinâmico (onde a água fica com a bomba ligada), mais as perdas na tubulação, mais a altura até a caixa — e pela vazão medida. Os dois números só existem depois do teste de bombeamento.

Técnico na boca do poço revestido com tubo azul, conectando o tubo edutor à bomba submersa durante a instalação, com o cabo elétrico e a corda de segurança presos ao lado (imagem ilustrativa)

Num poço de 100 metros, a bomba costuma ficar bem acima do fundo, logo abaixo do nível dinâmico. Se o teste mostra que a água estabiliza a 40 metros com a vazão que você precisa, a bomba é escolhida para vencer esses 40 metros mais as perdas e a altura até a caixa — não os 100. Comprar a bomba antes do teste é o erro mais caro do projeto; o guia da bomba submersa palito mostra como dimensionar, e o teste de bombeamento explica de onde vêm os números.

Poço de 100 metros precisa de outorga?

Resposta direta: todo poço tubular depende de autorização do órgão gestor estadual, em qualquer profundidade. Usos pequenos podem ser dispensados de outorga, mas o cadastro continua obrigatório — em São Paulo, até 15 m³/dia, com cadastro na SP Águas. Perfurar ou operar sem autorização é infração administrativa.

Poços de 100 metros costumam atender demandas maiores que as de uma casa — criação, irrigação, indústria, condomínio —, que muitas vezes passam do limite de dispensa. Nesse caso, a licença de execução vem antes da perfuração e a outorga de uso depois, com teste de bombeamento documentado. O rito, as taxas e os prazos de São Paulo estão no guia de outorga de poço artesiano em SP.

Quando 100 metros valem a pena — e quando não

Resposta direta: 100 metros valem quando a camada produtiva está nessa faixa — fraturas logo abaixo de um manto de alteração espesso, ou um pacote sedimentar em que os 100 metros captam a zona saturada — e a demanda justifica. Não valem como "garantia": ir fundo às cegas só encarece o furo seco.

Situação100 m tende a…O que olhar antes
Cristalino com fraturas até ~100 mresolver, se cruzar a fraturaposição das fraturas (geofísica)
Cristalino, "vamos a 100 m para garantir"encarecer sem garantiaonde estão as fraturas, não o metro
Sedimentar com zona saturada espessaresolverespessura saturada e filtros no trecho certo
Sedimentar com aquífero produtivo profundonão alcançargeologia regional
Demanda de casa ou chácarasobrartalvez 50 metros bastem

Nota: a vazão real só aparece no teste de bombeamento; o custo real, no memorial descritivo do orçamento.

O caminho que mais economiza é decidir a profundidade antes de mobilizar a sonda. O Caminhamento Elétrico (eletrorresistividade 2D, que mede como o subsolo conduz corrente ao longo de uma linha) mostra a espessura do solo e da rocha alterada, onde estão as zonas fraturadas e as camadas saturadas; a SEV (Sondagem Elétrica Vertical) detalha a coluna no ponto escolhido. Interpretadas dentro do modelo conceitual hidrogeológico da área, elas indicam o ponto e a profundidade-alvo — que pode ser 80, 100 ou 140 metros.

Linha do Caminhamento Elétrico esticada num pasto durante aquisição geofísica real da Aqua Liber, com morros ao fundo — o estudo que indica o ponto e a profundidade-alvo antes da perfuração

  • "O metro que você não precisa perfurar é o mais barato do projeto. O estudo existe para dizer onde parar." — Equipe Técnica Aqua Liber

A geofísica reduz o risco de furo seco e de baixa vazão — não elimina. Na Aqua Liber, a garantia é sobre o laudo: se a perfuração divergir do que o estudo apontou, devolvemos o valor da locação. O método completo está no guia de locação de poço artesiano, e por que o poço vizinho não serve de régua, em o vizinho achou água — e no meu terreno?.

Perguntas frequentes

Quanto custa um poço artesiano de 100 metros?

Em faixas didáticas de mercado para o Sudeste em 2026, entre R$ 35 mil e R$ 85 mil sem a bomba: cerca de R$ 35–50 mil em rocha cristalina, R$ 40–65 mil em terreno misto e R$ 55–85 mil em terreno sedimentar. O valor real depende da geologia, do diâmetro e do projeto, e sai do memorial descritivo do orçamento.

Quanto custa um poço semi-artesiano de 100 metros?

O mesmo: "semi-artesiano" é nome de mercado para o poço que não jorra e precisa de bomba — quase todo poço de 100 metros. Em faixas didáticas de 2026, R$ 35–85 mil sem a bomba, conforme o terreno. O nome não muda o preço; a geologia muda.

Por que um poço de 100 metros em areia custa mais que em rocha?

Porque no sedimentar a coluna inteira precisa de tubo, filtro e pré-filtro, e o material vira o maior item do orçamento. Na rocha cristalina, o furo se sustenta sozinho e dispensa tubo no trecho em rocha. O metro de rocha é mais caro, mas o poço pronto tende a sair mais barato.

Poço de 100 metros dá mais água que um de 50?

Não necessariamente. No cristalino, a água está nas fraturas, que tendem a se concentrar na parte mais rasa da rocha; num estudo com 1.006 poços em Jundiaí (SP), poços da mesma profundidade tiveram produtividades muito diferentes. No sedimentar, depende da espessura saturada. A geofísica indica onde está a água antes de escolher a profundidade.

Qual bomba usar num poço de 100 metros?

Uma bomba submersa dimensionada pela altura manométrica — nível dinâmico, perdas na tubulação e altura até a caixa — e pela vazão medida no teste de bombeamento. A bomba costuma ficar bem acima do fundo do poço. Comprar antes do teste é o erro mais comum e mais caro.

Poço de 100 metros precisa de outorga?

Precisa de autorização do órgão gestor estadual, como qualquer poço tubular. Usos pequenos podem ser dispensados de outorga, mas o cadastro continua obrigatório — em São Paulo, até 15 m³/dia. Acima disso, licença de execução antes de perfurar e outorga de uso depois. Perfurar sem autorização é infração administrativa.

Vale a pena furar 100 metros para garantir água?

Não como garantia. Profundidade aumenta o custo, não a certeza: em rocha, a água depende de cruzar uma fratura; em sedimento, da espessura saturada. O estudo geofísico antes da sonda define o ponto e a profundidade-alvo — e evita pagar metros que não trazem água.

Próximo passo: aprofunde sua decisão

Antes de fechar a profundidade, entenda o projeto inteiro: o e-book gratuito da Aqua Liber cobre do estudo geofísico à outorga, com um checklist para comparar orçamentos. Baixe o Guia do Projeto de Poço com Segurança Técnica — responda 2 perguntas rápidas e receba o PDF no seu e-mail.

Um aviso importante: este artigo é educativo. As faixas de valores são referências didáticas de mercado (2025–2026) para você entender a ordem de grandeza — não são orçamento nem proposta da Aqua Liber, e o custo real depende da geologia, da profundidade, do diâmetro e do projeto. Regras de outorga variam de estado para estado e devem ser confirmadas no órgão gestor; nenhuma água de poço deve ser considerada potável sem análise laboratorial conforme a Portaria GM/MS 888/2021. Peça sempre orçamento com memorial descritivo completo.

Sobre a Aqua Liber

A Aqua Liber Geofísica é especializada em locação de poços por geofísica — Caminhamento Elétrico (técnica primária) e SEV (complementar), interpretados dentro do modelo conceitual hidrogeológico de cada área. Fundada em 2021, reúne uma equipe com mais de 15 anos de experiência no setor e centenas de laudos geofísicos emitidos com ART-CREA, atendendo propriedades em vários estados do Brasil, em terrenos sedimentares e cristalinos. Se o estudo geofísico divergir da realidade encontrada na perfuração, o valor da locação é devolvido.

Pronto para investir com previsibilidade?

Antes de pagar 100 metros de perfuração, descubra onde o seu subsolo guarda água: estudo geofísico com laudo, ART e garantia em contrato. Fale com a equipe técnica pelo WhatsApp (11) 94288-3000 ou conheça o serviço de locação de poços.

Referências:

· Neves & Morales (2003) — Fatores que influenciam a produtividade dos poços nas rochas cristalinas da Bacia do Rio Jundiaí (SP), XIV CBAS (acesso 2026-09-28)

· USGS SIR 2022-5041 — Wake County, NC: vazão × profundidade em rocha cristalina fraturada (acesso 2026-09-27)

· Vedoato et al. — Estimativa da espessura do Aquífero Bauru na Bacia do São José dos Dourados (SP) (acesso 2026-09-28)

· Prates et al. (2013) — Potencialidades de explotação do Aquífero Bauru, XX SBRH/ABRH (acesso 2026-09-28)

· Bulia & Enzweiler (2019) — sistemas aquíferos de SP, XIX CBAS (acesso 2026-09-27)

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