Em faixas didáticas de mercado para o Sudeste em 2026, um poço de 200 metros custa de R$ 70 mil a R$ 170 mil sem a bomba: cerca de R$ 70–100 mil no cristalino, R$ 80–130 mil em terreno misto e R$ 110–170 mil no sedimentar. Em 200 metros, o orçamento real tende à metade de cima da faixa.
Quem pesquisa "poço artesiano de 200 metros" costuma ter uma proposta que sugere "ir fundo para garantir" ou uma demanda que os poços de 50 e 100 metros não atenderam. Este guia mostra a ordem de grandeza, o que entra na conta e quando 200 metros são necessários ou metros jogados fora.
Última atualização: 2 de novembro de 2026 — Equipe Técnica Aqua Liber (equipe com 15+ anos de experiência, laudos com ART-CREA).
Resumo técnico
- 200 m sem bomba (Sudeste 2026, faixa didática): cristalino R$ 70–100 mil · misto R$ 80–130 mil · sedimentar R$ 110–170 mil. Não é proposta de nenhuma empresa.
- A régua é poço pronto dividido pela profundidade (R$ 350–850 por metro), a mesma dos guias de 100 e 150 metros.
- O metro encarece por trecho: costuma subir de 20% a 35% a cada novo trecho de 100 metros, e trechos fundos pedem revestimento mais robusto e bomba mais forte.
- Profundidade não é sinônimo de água: no cristalino, a vazão não cresce de forma regular com os metros; o que decide é o que o furo atravessa.
- Bomba e outorga ficam fora da faixa; o teste de bombeamento (cerca de 24 horas) custa, sozinho, R$ 6–18 mil.
- Potabilidade só com análise de laboratório (Portaria GM/MS 888/2021), em qualquer profundidade.
Quanto custa um poço artesiano de 200 metros?
Resposta direta: em faixas didáticas de mercado para o Sudeste em 2026, de R$ 70 mil a R$ 170 mil sem a bomba. O cristalino fica perto do piso, porque a rocha sã sustenta o furo e dispensa tubo nesse trecho (salvo zonas alteradas ou fraturadas que desmoronam); o sedimentar, perto do teto, porque a coluna inteira leva revestimento, com filtro e material granular em volta nos trechos com água.
| Terreno (poço de 200 m) | Poço pronto ÷ profundidade | Total didático sem bomba |
|---|---|---|
| Cristalino (granito, gnaisse) | R$ 350–500/m | R$ 70–100 mil |
| Misto (sedimento sobre rocha) | R$ 400–650/m | R$ 80–130 mil |
| Sedimentar (arenito, areia) | R$ 550–850/m | R$ 110–170 mil |
Nota: faixas didáticas de mercado 2025–2026, sem preço fechado de nenhuma empresa, obtidas com a mesma régua de R$/m de poço pronto dos guias de 100 metros e de 150 metros. Em 200 metros, o orçamento real tende à metade de cima da faixa, pelos motivos das próximas seções. Mobilização, teste de bombeamento e análise da água entram em qualquer terreno; a bomba fica fora da faixa.
Em lote urbano não cabe estudo de campo; o caminho é o estudo por satélite, que indica o ponto, até onde vale descer e o padrão construtivo sugerido para o perfurador; ele lê a superfície, não mede a profundidade da água, e a decisão final é de geólogo (veja como encontrar água subterrânea por satélite).
Como o preço cresce de 20 para 200 metros?
Resposta direta: a conta não é linear. De 20 para 200 metros, a profundidade é dez vezes maior, mas a faixa de preço de topo passa de R$ 28 mil para R$ 170 mil, cerca de seis vezes. Parte do orçamento (mobilização, análise, teste) pesa quase igual em qualquer profundidade; o que escala é a perfuração e o revestimento.
| Profundidade | Faixa didática sem bomba |
|---|---|
| 20 m (tubular raso) | R$ 10–28 mil |
| 50 m | R$ 18–45 mil |
| 60 m | R$ 21–51 mil |
| 100 m | R$ 35–85 mil |
| 150 m (Sudeste 2026) | R$ 52–127,5 mil |
| 200 m | R$ 70–170 mil |
Nota: faixas didáticas, não proposta da Aqua Liber. A lógica geral dos custos está na tabela de custos do poço artesiano em 2026.

O que entra na conta de um poço de 200 metros?
Resposta direta: cinco blocos: mobilização da sonda, perfuração (cobrada por trecho e por diâmetro), materiais (tubo, filtro e material granular em volta do filtro), testes e, por fim, bomba e parte elétrica. A faixa deste guia é do poço pronto, sem a bomba; o teste de bombeamento de cerca de 24 horas custa, sozinho, de R$ 6 mil a R$ 18 mil.
- Mobilização: levar a sonda e a equipe ao terreno. Estrada ruim, aclive e distância pesam.
- Perfuração: o "R$/m" que aparece no orçamento, que é só o avanço da broca. Em rocha dura, com martelo pneumático (ar comprimido que bate na rocha), o avanço nos trechos mais fundos já pode passar de R$ 320 por metro e sobe com a profundidade. É por isso que 200 metros em rocha dura tendem ao topo da faixa do cristalino e podem sair dela.
- Materiais: no sedimentar de areia ou sedimento solto, a coluna inteira leva tubo de revestimento (arenito bem consolidado às vezes permite trechos sem tubo, decisão do projeto), com filtro (trecho ranhurado por onde a água entra) onde há água e material granular bem selecionado e lavado, com grãos maiores que as aberturas do filtro, em volta dele. Esse bloco vira o maior item do orçamento. No cristalino, o tubo fica no topo e o resto do furo fica aberto na rocha. Nos dois terrenos, entram ainda a cimentação do espaço entre o tubo e a parede do furo, a laje e a tampa na boca do poço, que impedem a água da superfície de descer por fora do tubo e protegem o aquífero.
- Testes: o ensaio de bombeamento mede a vazão que o poço sustenta e dimensiona a bomba. Veja como é feito o teste de bombeamento.
- Bomba e elétrica: fora da faixa deste guia (veja a seção da bomba, abaixo).
Nota: peça sempre o memorial descritivo, que precifica cada etapa. Um número redondo sem memorial costuma virar aditivo depois. O passo a passo para comparar propostas está em como orçar a perfuração de um poço artesiano, e a lógica do preço por metro, em quanto custa o metro de perfuração.
Prazo: perfurar 200 metros leva de dias a semanas, conforme a rocha e o diâmetro; veja as etapas, prazos e custos da perfuração.
Por que o orçamento de 200 metros tende à metade de cima da faixa?
Resposta direta: porque três coisas encarecem junto com a profundidade: o metro perfurado sobe de 20% a 35% a cada novo trecho de 100 metros (mais tempo de manobra, desgaste de ferramenta e combustível), o revestimento precisa ser mais robusto, e a bomba precisa vencer uma altura maior.
Orçamentos sérios escalonam o preço por trecho (0 a 100 m, 100 a 200 m): o segundo trecho custa mais por metro que o primeiro. A régua de R$ 350–850 por metro é a média do poço pronto; acima de 100 metros, esse escalonamento empurra o orçamento real para a metade de cima da faixa. Por isso o piso de R$ 70 mil é raro em 200 metros.
Há ainda uma advertência sobre as faixas. Os valores deste guia são para o poço "comum" de uso rural ou residencial. Poços de grande diâmetro e alta vazão, revestidos em aço ou feitos para irrigação em escala, são outra categoria e não cabem nesta régua: o orçamento sai do projeto de cada obra.
Quando 200 metros fazem sentido — e quando são metros jogados fora?
Resposta direta: fazem sentido quando a camada com água está nessa profundidade: um pacote sedimentar em que a zona com água é fundo, ou fraturas produtivas profundas no cristalino. São metros jogados fora quando o furo atravessa rocha sem fratura. O que decide é o que os 200 metros atravessam, não o número.
No cristalino, a água está nas fraturas, e elas tendem a rarear com a profundidade. Um estudo brasileiro com 1.006 poços tubulares na bacia do rio Jundiaí (SP) concluiu que há tendência de diminuição da produtividade com a profundidade, com correlação baixa. Os autores chamaram atenção para poços de mesma profundidade (200, 250 e 300 metros) com capacidades específicas muito distintas — a capacidade específica é a vazão que o poço dá por metro de rebaixamento do nível da água. Os valores acima de 1,0 m³/h/m se concentraram em poços com menos de 150 metros, embora os poços mais profundos não sejam, necessariamente, de baixa produtividade (Neves & Morales, XIV Congresso Brasileiro de Águas Subterrâneas, 2006).
Nos Estados Unidos, o Serviço Geológico (USGS) analisou mais de 7.500 poços em rocha fraturada num condado da Carolina do Norte e registrou que "em geral, a vazão do poço aumentou com a profundidade até cerca de 200 pés [61 metros] e depois começou a diminuir" (USGS SIR 2022-5041).
No sedimentar, o raciocínio inverte. A água está nos poros da areia e do arenito, e a profundidade necessária depende de onde está o pacote com água. Na bacia do rio São José dos Dourados, no noroeste paulista, o Aquífero Bauru tem profundidade de até 250 metros, e o Aquífero Guarani, de 800 a 1.100 metros — fora do alcance de um poço de 200 m (Vedoato et al.). Já no Sistema Aquífero São Paulo, na capital paulista e arredores, as espessuras saturadas — a parte das camadas que contém água — variam de 100 a 250 metros, com produtividade média a baixa (Bulia & Enzweiler, 2016).

Vale ir a 200 metros quando o estudo mostra a camada produtiva ali. Não vale com o argumento "vamos descer mais para garantir": no cristalino, só encarece o furo, como discute o guia de profundidade ideal de um poço artesiano. O que mais economiza é decidir a profundidade antes de mobilizar a sonda.
A bomba muda num poço de 200 metros?
Resposta direta: muda, mas não pelos 200 metros do furo. A bomba é dimensionada pela altura manométrica (o nível da água com a bomba ligada, mais as perdas na tubulação, mais a altura até a caixa) e pela vazão de operação. Ela fica abaixo do nível dinâmico, não no fundo dos 200 metros: quem manda na altura é o nível da água, não a profundidade do furo. Num poço fundo, essa altura costuma ser maior, o que pede mais potência, cabo e tubo de recalque mais longos e, às vezes, motor trifásico.
O que dá para antecipar: quanto maior a altura manométrica, maior a potência e o consumo de energia, e mais longos ficam o cabo elétrico e o tubo que leva a água à superfície. Este guia não traz preço de bomba, que varia com a potência e a instalação. Mais um motivo para dimensionar a bomba só depois do teste de bombeamento, como mostra o guia de teste de bombeamento.
A água de um poço mais fundo é melhor?
Resposta direta: não necessariamente. Água mais funda costuma estar mais protegida de contaminação da superfície, mas pode ser mais quente e ter outra composição química. Profundo não é sinônimo de potável: só a análise de laboratório, conforme a Portaria GM/MS 888/2021, diz se a água pode ser bebida.
Um exemplo de extremo: um estudo de teste de vazão num poço jorrante no Aquífero Guarani, com a coluna de tubos (a "edutora") de mais de 1.000 metros, calculou os resultados com água a 49 °C (Wendland, Gomes & Torres, XV Congresso Brasileiro de Águas Subterrâneas). É um caso muito mais fundo que 200 metros, não uma regra, mas mostra que a temperatura pode subir com a profundidade.
Poço de 200 metros precisa de outorga?
Resposta direta: quase sempre. A outorga de poço é estadual: as águas subterrâneas são bens dos Estados (Constituição Federal, art. 26, I). A dispensa por volume é regra de cada estado e, em geral, exige cadastro. O que define a dispensa é o volume captado por dia, não a profundidade; quem perfura 200 metros em geral busca volume acima desse limite. Perfurar ou operar sem autorização é infração administrativa.
A Lei 9.433/1997 prevê, no art. 12, que independem de outorga "as derivações, captações e lançamentos considerados insignificantes", conforme regulamento (Lei 9.433/1997). Em São Paulo, a SP Águas (ex-DAEE) dispensa de outorga as extrações de águas subterrâneas de até 15 m³ por dia, mas o cadastro continua obrigatório (SP Águas — isenção de outorga). Quem investe em 200 metros em geral precisa de mais que isso. Em outros estados, confirme a regra no órgão gestor.
Como não pagar por metro que você não precisa?
Resposta direta: definindo a profundidade-alvo antes de mobilizar a sonda. O Caminhamento Elétrico e a SEV, interpretados no modelo conceitual hidrogeológico da área, indicam o ponto mais favorável e as profundidades em que se esperam camadas ou fraturas produtivas — a base para o projeto e a posição dos filtros. Num poço fundo, é onde mais se economiza: o metro que você não perfura é o mais barato do projeto.
O Caminhamento Elétrico (eletrorresistividade 2D, que mede como o subsolo conduz corrente elétrica ao longo de uma linha de eletrodos) indica a espessura do solo e da rocha alterada e as prováveis zonas fraturadas ou saturadas. A SEV (Sondagem Elétrica Vertical) detalha a coluna no ponto escolhido. Vale para os dois terrenos: no cristalino, indica onde as fraturas são mais prováveis; no sedimentar, em que faixas de profundidade as camadas com água são mais prováveis, o que orienta onde pôr os filtros, o item mais caro do orçamento.
A geofísica reduz o risco de furo seco e de baixa vazão. Na Aqua Liber, a garantia é sobre a locação geofísica de campo: se a perfuração divergir do que o laudo apontou, devolvemos o valor da locação, nas condições do contrato.
Perguntas frequentes
Quanto custa um poço artesiano de 200 metros?
Em faixas didáticas de mercado para o Sudeste em 2026, de R$ 70 mil a R$ 170 mil sem a bomba: cerca de R$ 70–100 mil no cristalino, R$ 80–130 mil em terreno misto e R$ 110–170 mil no sedimentar. O valor real depende da geologia, do diâmetro e do projeto, e sai do memorial descritivo do orçamento.
Um poço de 200 metros dá mais água que um de 100?
Não necessariamente. No cristalino, a água está nas fraturas, e estudos de poços reais mostram que poços da mesma profundidade têm produtividades muito diferentes. No sedimentar, depende de onde está a camada com água. Só o teste de bombeamento mostra a vazão real do poço.
Quanto custa a bomba de um poço de 200 metros?
Depende da altura manométrica, da vazão e da potência, e só é definida depois do teste de bombeamento. Em poços fundos, a bomba tende a ser mais potente, com cabo e tubo mais longos e, às vezes, motor trifásico. Peça a bomba no orçamento separada do poço, com a curva de operação.
Poço de 200 metros precisa de outorga?
Em geral, sim. A outorga é estadual, e a dispensa por volume, quando existe, costuma exigir cadastro. Em São Paulo, extrações de até 15 m³ por dia são dispensadas de outorga, mas o cadastro na SP Águas (ex-DAEE) é obrigatório. Perfurar ou operar sem autorização é infração administrativa.
A água de um poço de 200 metros é potável?
Só a análise de laboratório diz, conforme a Portaria GM/MS 888/2021. Água mais funda pode ter temperatura e composição diferentes das de um poço raso; colete a amostra depois do desenvolvimento do poço e antes de usar.
Há como saber se vale ir a 200 metros antes de perfurar?
Sim: com o estudo geofísico (Caminhamento Elétrico e SEV) interpretado no modelo hidrogeológico da área, que indica o ponto mais favorável e as profundidades em que a água é mais provável, base para definir a profundidade-alvo e os filtros. Em lote urbano, onde não cabe estudo de campo, o caminho é o estudo por satélite, com decisão final de geólogo.
Próximo passo: aprofunde sua decisão
Antes de fechar um orçamento de 200 metros, entenda o projeto inteiro: o e-book gratuito da Aqua Liber cobre do estudo geofísico à outorga, com um checklist para comparar orçamentos. Baixe o Guia do Projeto de Poço com Segurança Técnica — responda 2 perguntas rápidas e receba o PDF no seu e-mail.
Um aviso importante: este artigo é educativo. As faixas de valores são referências didáticas de mercado (2025–2026) para você entender a ordem de grandeza — não são orçamento nem proposta da Aqua Liber, e o custo real depende da geologia, do diâmetro e do projeto. Regras de outorga variam de estado para estado e devem ser confirmadas no órgão gestor; nenhuma água de poço deve ser considerada potável sem análise laboratorial conforme a Portaria GM/MS 888/2021.
Sobre a Aqua Liber
A Aqua Liber Geofísica é especializada em locação de poços por geofísica — Caminhamento Elétrico (técnica primária) e SEV (complementar), interpretados dentro do modelo conceitual hidrogeológico de cada área. Fundada em 2021, reúne uma equipe com mais de 15 anos de experiência no setor e centenas de laudos geofísicos emitidos com ART-CREA, atendendo propriedades em vários estados do Brasil, em terrenos sedimentares e cristalinos. Se a perfuração divergir do que o laudo apontou, devolvemos o valor da locação, nas condições do contrato.
Pronto para investir com previsibilidade?
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Referências:
· Neves & Morales (2006) — Fatores que influenciam a produtividade dos poços nas rochas cristalinas da Bacia do Rio Jundiaí (SP). XIV Congresso Brasileiro de Águas Subterrâneas (acesso 2026-10-27)
· USGS SIR 2022-5041 — Wake County, NC: poços em rocha fraturada, vazão × profundidade (acesso 2026-10-27)
· Vedoato et al. — Bacia do rio São José dos Dourados (UGRHI-18). Águas Subterrâneas (acesso 2026-10-27)
· Bulia & Enzweiler (2016) — Sistema Aquífero São Paulo. XIX Congresso Brasileiro de Águas Subterrâneas (acesso 2026-10-27)
· Wendland, Gomes & Torres — Interpretação de teste de vazão de poço jorrante no Aquífero Guarani. XV Congresso Brasileiro de Águas Subterrâneas (acesso 2026-10-27)
· Lei nº 9.433/1997 — Política Nacional de Recursos Hídricos (art. 12) (acesso 2026-10-27)
· Constituição Federal, art. 26, I — águas subterrâneas como bens dos Estados (acesso 2026-10-27)
· SP Águas — Quem está isento de pedir outorga? (acesso 2026-10-27)
· Ministério da Saúde — Portaria GM/MS nº 888/2021 (padrão de potabilidade) (acesso 2026-10-27)